quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

COMO TER UMA FAMILIA ABENÇOADA POR DEUS



Introdução: Todos queremos ter uma família abençoada. Tentamos formas e formulas para conseguirmos esse objetivo. Buscamos muitas vezes nas pessoas, nos objetos e muitas vezes nos “xamãs” da vida e em suas orações para se ter uma família abençoada com seus diversos problemas resolvidos. O grande problema nisso tudo é que batalhamos, buscamos, tentamos dar um “jeitinho”, mas nossos esforços fracassam constantemente. Perguntamos: “Porque isto acontece”?  Podemos responder com outra pergunta:  “será que os nossos esforços humanos, nossas formas e formulas e até mesmos os “xamãs” da vida, são realmente o caminho para se ter uma família abençoada?
Observando às Sagradas escrituras, podemos descobrir e entender que essas bênção que tanto almejamos é direcionada apenas aos salvos, ou seja, aqueles por quem Cristo morreu. Podemos ver que as promessas de bênçãos são direcionadas para o povo de deus. Não há como se ter essas bênçãos fora de Deus, pois elas são espirituais (Ef 1.3). Hoje quero considerar com vocês, alguns deveres dentro do seio familiar que conduzem para termos uma família abençoada. São eles:

      I.        Deveres dos Maridos para com as Esposas
      II.        Deveres das Esposas para com os Maridos
   I III.        Deveres dos Filhos para com os Pais

      I.        Deveres dos Maridos para com as Esposas

Quando abrimos as páginas das Escrituras Sagradas, vemos muitos deveres dos maridos para com as suas esposas. Vivemos em uma sociedade machista, onde prevalece a masculinidade do homem, no sentido de ter a esposa como uma propriedade, ou até mesmo como um objeto insignificante. Ao falarmos esta verdade, talvez alguém pense: “Mas isso foi em uma época passada, hoje não existe mais isso”. A pergunta é: Será que não existe mais isso em nossa época?  Podemos ver em tele jornais, as noticias de mulheres agredidas pelos seus conjugues, pelo fato de não fazerem o que eles querem; muitas dessas mulheres são espancadas até a morte e seus conjugues passam a viver foragidos pelo crime que cometeram. Será que foi esse o plano de Deus para o marido e sua esposa? O que a Bíblia fala sobre isso?

a.    A mulher foi criada para ser companheira do homem e não o seu objeto, ou brinquedo – Gn 2.18

b.    A mulher é parte do homem, por isso ele deve cuidar bem dela – Gn 2. 21, 22.

c.    O homem deve reconhecer a sua esposa como parte dele – Gn 2.23.

d.    O homem dedica a sua vida a sua esposa – Gn 2.24.

Podemos ver que o plano central de Deus para o casal, foi para que eles vivessem uma relação de amor. Alguém disse que “no amor entre homem e mulher não há diferenças, não há disputas, não há isso de tomar como objeto” e que “a alegria do homem está em fazer sua amada cada vez mais feliz ( e vice-versa ), porque é no amor que achamos a felicidade transbordante”.
Nisto, vemos que o dever principal dos maridos é amar a suas esposas como Cristo amou a igreja e deu a sua vida por ela (Ef 5.25, 28, 31). Quando há amor no lar, não haverá espaço para discórdias, ciúmes, intrigas e separação. Lembramos ainda que o amor entre os conjugues não excluem os erros, porém estes são tratáveis.

    II.        Deveres das Esposas para com seus maridos

Agora veremos qual o dever das esposas para com os seus maridos. Acima de tudo, podemos ver e aprender no relacionamento a dois, deve existir o amor, pois sem ele não como existir vida entre o casal. As esposas também devem amar seus maridos, da mesma forma que os maridos amam as esposas.
O texto sagrado fala algo muito importante para as esposas e que muitas vezes é mal interpretado por alguns maridos. O texto diz: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor” (Ef 5.22). Em algumas versões o sujeitar está como “sede submissas”. Vamos entender esse ato de submissão, buscando na Bíblia respostas adequadas para o nosso entendimento. 
O apostolo Paulo vai mostrar que o homem é o cabeça do lar, da família e em particular de sua esposa. O movimento moderno, chamado de movimento feminista implantou o conceito de que os valores são iguais, quanto a isto, temos certeza de que os valores de homens e mulheres são iguais diante de Deus, o problema deste movimento, é que ele elevou os direitos das mulheres, ao ponto de suplantar a liderança masculina e isto sabemos que é anti-bíblico, pois Deus fez o homem para ser o cabeça da sua esposa, como Paulo nos diz em Ef 5.23: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”. Devemos entender que isto não tem nada de errado, pois quem representa a esposa diante de Deus é o marido e não a esposa. Não há indignidade nisto, pois quem quis tirar a liderança masculina do lar foi o próprio satanás, quando ele tentou Eva lá no Jardim do Éden Gn 3.1-7. Não estamos abordando aqui, a questão de igualdade entre os conjugues, mas a questão de liderança no lar. Quando Paulo falou sobre submissão ou sujeição por parte das esposas, ele estava abordando sobre o reconhecimento da liderança do marido sobre as suas esposas, pois o fator decisivo é o homem, porém ele deve fazer isso com amor e não com autoritarismo.

Aqui vai alguns conselhos às esposas:

a.    Seja uma auxiliadora para seu marido (Gênesis 2:18). Esta é a finalidade pela qual você foi criada. Nunca se esqueça disso. Nenhum cônjuge deve servir a si mesmo de maneira egoísta, mas deve servir ao outro. Isto é principalmente verdadeiro para você como esposa. “Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem” (1 Coríntios 11:8-9).

b.    Seja submissa ao seu marido em tudo, assim como a igreja é submissa a Cristo (Efésios 5:22-24; Colossenses 3:18; 1 Pedro 3:1-6). Nós não precisamos procurar saber se isso ainda é apropriado ou se está ultrapassado. Os movimentos de libertação feminina podem levantar-se e cair, mas a Bíblia ainda diz: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido” (1 Pedro 3:1).

c.    Seja uma boa dona de casa (Tito 2:4-5; 1 Timóteo 5:14). O mundo nunca voltará a Deus até que, de algum modo, colocarmos as donas de casas de volta nos lares em vez de se dedicarem às carreiras. A mão que balança o berço governa o mundo.

d.    Tenha um espírito manso e tranqüilo (1 Pedro 3:4). Talvez há mulheres hoje que gostariam mais que pensassem nelas como “pessoas” e não “mulheres”. Ao protestar e queixar-se são barulhentas, tumultuosas e conseqüentemente disonrosas. É honorável ser uma mulher (1 Pedro 3:7), e ter "um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus" (1 Pedro 3:4).

e.    Conceda ao seu marido o afeto que lhe é devido (1 Coríntios 7:3). Em uma base igual, ambos os partidos são obrigados, entre outras coisas, a satisfazer os desejos sexuais do outro.

f.     Não prive seu marido de seu corpo, porque pertence a ele (1 Coríntios 7:4-5). Não cumprir suas obrigações conjugais com seu marido é roubar o que lhe é devido.

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor” (Provérbios 18:22)

 III.        Deveres dos Filhos para com os Pais

Talvez uma das coisas que estão fora de moda, ou que se tornaram caretas, foram os deveres dos filhos para com os pais, mas claro, isso vai depender da forma em que estamos criando os nossos filhos, daí eles observarão ou não o quinto mandamento da Lei de Deus que é:
 Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor,o teu Deus, te dá”, Êx 20.12. Podemos ver que o mandamento de Deus para os filhos, é que estes deveriam honrar seus pais, mas o que realmente significa honrar? O dicionário diz que esta palavra tão pequena e talvez tão simples, tem poderes grandiosos para aqueles que a utilizam, pois esta significa: Respeitar, amar, cuidar, proteger, obedecer...
Quando os filhos a pões em prática, recebem bênçãos de Deus, porém não por em pratica, o contrário é valido.
Esse mandamento é tão importante para os filhos, que é o primeiro mandamento com promessa, pois o texto completa dizendo: “a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor,o teu Deus, te dá”. Muitos filhos não são abençoados por que quebram de uma forma desenfreada este mandamento. Por outro lado, muitos pais crentes tem culpa nisto, pelo fato de não criarem seus filhos na doutrina Bíblica.   Paulo diz em Efésios 6.4: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. Esse principio se dá em não apenas levar os filhos na igreja, mas ensiná-los em casa, porém o deixar de trazer na igreja é ensinar aos filhos a viverem uma vida insubordinada, pois este principio terá conseqüências futuras para os nossos filhos. Infelizmente, hoje o contrário é valido, pois vemos pais colocando decisão nos filhos, se eles querem ir a igreja ou ficar em casa vendo televisão ou jogando vídeo game com os coleguinhas. Pais que não tem liderança para com seus filhos, tendem a fracassar na caminhada do lar e da vida cristã. Os filhos também não aceitaram nenhum tipo de liderança e as portas estarão fechadas para eles. Isso é o contrário da promessa do quinto mandamento.
Se queremos que os nossos filhos nos honrem, devemos ensinar este principio a eles, pois este é o dever dos filhos, mas devem ser ensinados pelos pais: “E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”, Dt 11.19. Os filhos só podem honrar os seus pais, se os pais ensinarem este principio aos filhos. Quando estes não cumprem com os seus deveres, terão conseqüências desastrosas para as suas vidas, e os pais lamentaram por isto, pelo fato de não terem ensinado seus filhos nos caminhos do Senhor.

Conclusão: Observando estes preceitos e deveres, certamente teremos uma família que vive o amor de Cristo, uma família que é verdadeiramente abençoada por Deus.



Rev. Davi Gomes do Nascimento

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

SUICÍDIO




“Elias chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte: ‘Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados’”.

1 Reis 19:3-4


O suicídio vem aumentando a cada ano que passa. Pessoas de todas as partes do mundo, de todas as idades, de todos os extratos sociais têm tirado, ou pensado em tirar suas próprias vidas!


Muitas são as causas do suicídio, mas se sabe que a maior causa é a depressão!


A maioria dos suicidas, antes de cometer o ato, passaram por um agudo e profundo quadro depressivo! São aquelas pessoas que se sentem imprestáveis, sem autoestima, possuídas de um intenso complexo de inferioridade. Elas dizem para si mesmas: “Vou tirar minha vida, afinal de contas, ninguém sentirá minha falta mesmo!” Por incrível que pareça isso tem acontecido até dentro da Igreja de Cristo. Muitos estão passando por dilema.


Esse foi no caso do profeta Elias, citado no texto acima. Notem que Elias também entrou em um quadro depressivo, por conta da ameaça da rainha Jezabel. O profeta foi tomado de angústia, desespero, incapacidade e caiu em depressão, ao ponto de desejar a morte!

Talvez você, querido irmão que me lê, está passando, nesse exato momento, por essa situação!


Pode ser que você tem sentido esses sintomas horríveis: uma agonia no peito, uma prostração tão forte, que já te passou pela cabeça desistir de viver e, quem sabe, até em tirar apropria vida. Você pode ter perdido o gosto pela vida, o prazer de viver! Nem a própria Igreja, ou o ministério, ou os cultos estão te alegrando! O ânimo se foi. O entusiasmo para qualquer coisa se esvaiu! Você não tem mais forças para lutar, para orar ou até para crer que algo vai mudar. Então, você deseja a morte! É provável que não tenha coragem para tirar a própria vida, no entanto já orou: “Senhor, tire a minha vida. Leve-me daqui, por favor!”


Meu querido irmão, quero te confortar, quero te ajudar com essas simples palavras.


NÃO FAÇA ISSO! Não tire sua preciosa vida! Não pense dessa maneira! Você é muito importante para Deus! Para Ele você tem grande valor!


Quer ver como te provo isso?


No fato de ter Deus enviado Seu Filho Jesus Cristo para morrer por você! É, por você! Como alguém que foi comprado por tão alto preço pode pensar ser inútil e sem valor? Isso está errado! Esse pensamento vem do maligno! E não é só isso. Você tem muito valor também para as pessoas à sua volta. Você é especial para sua família e amigos. Só está passando por um momento muito difícil.


O caminho não é tentar tirar a própria vida, nem orar para que Deus a tire! Mas sim resistir esse quadro depressivo, orar pedindo a Deus que afaste tais pensamentos, pois eles podem ser oriundos de um ataque do inimigo, o qual não pode ser descartado, uma vez que ele é o principal interessado em sua morte.


Tome uma atitude agora: Levante-se! Ore a Deus e clame por Seu socorro e consolos divinos. Ele exterminará esse sentimento dos infernos. O Espirito Santo é mais poderoso do que qualquer desejo de suicídio!


Quanto à depressão, a causa pode ser patológica, portanto procure um profissional confiável que possa ajudar no tratamento, sem esquecer, é claro, dá fé no poder de Deus, que pode curar qualquer enfermidade!


Vamos! Você vencerá mais essa! Ninguém lançará mão da sua vida! Você é muito importante para o Reino de Deus! Levanta-te, pois grande ainda é a sua caminhada!


No amor de Cristo,
Paulo Junior

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Batismo por Aspersão – Uma característica de nossa Identidade!

INTRODUÇÃO

Estamos vivendo uma época de crise de identidade em nossa denominação, e por isso, precisamos resgatar a nossa identidade. A Igreja Presbiteriana precisa repensar e regressar as antigas verdades outrora defendidas com afinco na igreja.
O nosso tema de hoje é polêmico, isto porque a comunidade evangélica da atualidade é IMERSIONISTA, sendo assim, talvez alguns de vocês tenham assimilado essa prática e gerado um preconceito contra o batismo por aspersão – digo que isso é natural, mas é desprovido de fundamento. Sabe como a imersão tem sido assimilada? Pelo menos de duas formas básicas:

1) Pela associação com o Batismo Católico Romano – Ser aspersionista é ser católico romano; assim, dizem os crentes modernos.
 
2) João Batista batizou no Rio Jordão – Esse tem sido o argumento do imersionistas, pois, eles supõem que se João, o Batista, batizou em um rio esse batismo foi por imersão.
O nosso estudo visa mostrar que estas duas premissas estão erradas. O batismo por aspersão não é do catolicismo romano, mas é uma forma bíblica de Batismo; segundo, João, o Batista, jamais praticou a imersão.

A nossa Confissão de Fé declara [1] o seguinte: “Não é necessário imergir o batizando na água; mas o batismo é corretamente administrado ASPERGINDO água sobre o candidato” (Confissão de Fé de Westminster, Cap.23 e Séc.3). Essa é a nossa tese neste estudo.

Vejamos o que podemos aprender sobre este assunto:

I – O QUE É BATISMO?
 
O nosso Breve Catecismo diz que “o batismo é o sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, significa e sela a nossa União com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da Graça, e nosso compromisso de pertencemos ao Senhor” (Breve Catecismo pergunta 94).
Nesta definição de Batismo oferecida por nosso símbolo de fé podemos destacar algumas coisas:
 
1.1 – O batismo é um Sacramento: O termo “Sacramento” significa algo que é Santo. Um sacramento, dentro da definição presbiteriana, é “um sinal visível de uma graça invisível” que tem sido destinada aos crentes em Cristo[2] , devemos levar em consideração este conceito presbiteriano, o batismo não é qualquer coisa, tem valor e muito valor.
 
1.2 – O batismo significa e sela a nossa união com Cristo: O batismo aponta para a realidade de que fomos alcançados por Cristo, Deus declara-nos que fomos salvos e que lhe pertencemos mediante este sacramento.

 II – ANALISANDO O VOCÁBULO BATISMO
 
Os imersionistas dizem que o termo Batismo significa sempre “Imergir na água”. Dizem que os termos “Baptw”(Baptô) e “Baptizw”(Baptizô) sempre tem essa conotação. É verdade que no grego clássico estes termos significavam “imergir”, todavia, o grego Novo Testamento é o Grego conhecido como Koinê (Aquilo que é comum, aquilo que é do povo). E os termos nunca são empregados no Novo Testamento com esse sentido de imergir.
Vejamos:
 
1) Batizar nem sempre é imergir: Cristo não se Batizava antes de comer veja o que diz Lucas 11.38, o vocábulo grego empregado é “ebaptisqh”(Ebaptisthê).Outro fato interessante é o que Marcos diz em 7.4 “quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem( baptiswntai - baptisôntai); e há outras cousas que receberam para observar, como a lavagem( baptismouV - Baptismus) de copos, jarros e vasos de metal e camas”.
Ora, se a palavra “Batismo” significa somente imergir, então, como explicar a imersão das camas de dormir – em qual tanque eles praticavam isso? No rio Jordão? Como? Levavam a cama na cabeça até o rio?
Como explicar Dn.4.25? Na versão grega do Antigo Testamento (Conhecida como Septuaginta) diz que “Nabucodonozor foi batizado no Orvalho do Céu”. Ele foi mergulhado no orvalho? Uma gota de chuva prova a imersão ou a aspersão?
 2) Batizar não é sepultar: Os imersionistas advogam que o Batismo é símbolo da morte de Cristo. E apelam para Romanos 6.4ss , estes textos fala de nossa identificação com Cristo no Batismo dele que é caracterizado como a sua morte, e este batismo, sela nossa união com Ele. Associam que o descer a sepultura de Cristo, é figura do seu batismo, a pergunta é: Cristo foi sepultado como nós ocidentais somos? Ele foi baixado na cova, ou foi sepultado dentro de uma rocha, ou caverna? Então, o modelo de nosso sepultamento não serve para tal simbolismo do batismo de Cristo.
 III – JOÃO, O BATISTA – UM IMERSIONISTA?
Os imersionistas agarram-se a João Batista dizendo que ele praticou a imersão. Será que João praticou a imersão no seu ministério?Alguns argumentam que ele batizou no Rio Jordão, ora se ele batizava em um rio, logo, ele batizava por imersão. Parece-nos uma conclusão lógica.Temos alguns problemas com essa argumentação:

1) Quem era João Batista? Todos nós sabemos que João era o primo de Cristo, e Filho de Isabel e Zacarias. Mas qual é era a função João? Jesus disse que João era Profeta. Por isso, Cristo disse que ele era o Elias prometido conforme profetizado por Malaquias 4.5, isto é fato descrito por Mateus 11.10-13. O que iria fazer o “Elias prometido”? Em Malaquias 3.1,3 diz que ele “purificará os filhos de Levi”, mas como era feita a purificação dos Filhos de Levi? Era por imersão ou aspersão? Veja o que diz Números 8.6-7. Então, João não poderia ser um imersionista.
 
2) João como profeta não poderia introduzir um novo rito de purificação: É público e notório que todos os ritos de purificação no V.T eram por aspersão, e todos os profetas praticaram a aspersão como rito de purificação, especialmente porque Moisés havia recebido a ordem de Deus para isso, logo, nenhum profeta poderia alterar o rito, como João, sendo um judeu levita, poderia introduzir tal rito estranho? Basta olharmos o primeiro capítulo do Evangelho de João 1.25 (evangelista) para vermos que isso era impossível.

IV – ALGUMAS PASSAGENS DA ESCRITURA E ASPERSÃO PROVADA
 
Neste momento queremos mostrar alguns textos das Escrituras onde a imersão não aparece, e torna-se evidente que a aspersão é o caso aplicado. Estes textos provam que a imersão nunca foi uma prática bíblica, e assim, a aspersão é bíblica – não pode existir duas verdades quando uma se opõe a outra, vejamos:

1) Paulo não foi imerso: Não há como negar que Paulo foi batizado em pé Atos 9.18; 22.16. A expressão no original grego anastas ebaptisqh (anastas ebaptisthê) o particípio grego “anastas” indica que houve uma ação simultânea entre o levantar e ser batizado. Não há porque supor que havia um tanque batismal na casa para isso, pois, tal não era a prática de judeus já apegados a aspersão.

2) As abluções são traduzidas por batismos: O autor do livro de Hebreus que as várias cerimônias de purificações no V.T são chamadas de “batismos” isso no capítulo 9.10 e as descreve nos versículos 19-22
3) Como explicar a imersão em I Corintios 10.1,2: É possível ser imerso na nuvem? Ou no Mar Vermelho? Os israelitas foram imersos no Mar Vermelho? Não foram os egípcios? Como podemos ser mergulhados em Moisés? Este texto só tem explicação se a aspersão foi admitida no termo “batismo” que é empregado aqui.

4) Atos 2.41 prova a imersão? A resposta é não. Porque os imersionistas não consideram algumas coisas.
 
4.1) não havia rio dentro da cidade de Jerusalém.
 
4.2) como mergulhar 3 mil pessoas em um dia, em um local sem águas para a imersão ser praticada..


Conclusão
Este estudo tem o caráter de ser uma introdução ao assunto, solicitamos que todos possam estudar este assunto com afinco, e assim, possamos resgatar a nossa identidade.


[1] A Igreja Presbiteriana do Brasil possui três símbolos de Fé: 1) A Confissão de Fé de Westminster; 2) O Breve Catecismo de Westminster; 3) O Catecismo Maior de Westminster.
[2] Veja-se a Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 26, Seção 1.
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 Por João Ricardo Ferreira de França - jrcalvino9@hotmail.com

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

DIARIO DE UMA BIBLIA



15






15 de janeiro:

Descansei a semana toda. Durante algumas noites no principio do ano, meu dono lia-me com regularidade, porém creio que tem se esquecido de mim...

2 de fevereiro:

Arrumação da casa. Fui espanada juntamente com outros objetos e colocada no meu lugar como de costume.

8 de fevereiro:

O meu dono usou-me por alguns momentos depois do almoço. Estava procurando algumas referências. Fui hoje a um estudo bíblico numa casa de família.

2 de abril:

Passei o dia muito preocupada. O meu dono tinha de auxiliar na liturgia do culto e estava procurando algumas referências e leituras. Custou-lhe bastante achar um texto, embora estivesse no lugar de sempre.

1º de maio:

Passei toda à tarde no colo da vovó. Ela está de visita aqui. Deixou cair lágrimas sobre Colossenses 2.5-7.

6 de maio:

Passei toda à tarde no colo da vovó novamente. Ela passou a maior parte do tempo meditando sobre 1 Coríntios 15.7-9 - No colo da vovó toda à tarde. É um lugar tão confortável! Algumas vezes lê-me, outras conversa comigo.

10 de maio:

A vovó voltou hoje para sua casa. Deu-me um beijo em despedida. Estou novamente no meu lugar de costume.

1º de junho:

Foram colocadas algumas florzinhas entre minhas folhas.

3 de junho:

Fui arrumada dentro de uma mala com roupa e outros objetos. Acho que vamos passar uma temporada fora de casa.




7 de junho:

Ainda estou na mala, apesar de quase todas as outras coisas já estarem dispostas em outros lugares.

15 de junho:

Em casa outra vez e no meu lugar habitual! Fiz uma longa viagem. Não compreendo por que motivo fui levada.

1 de agosto:

Que calor insuportável! Duas revistas, um romance e um velho chapéu estão em cima de mim. Se ao menos tirassem essas coisas de cima de mim!

5 de setembro:

Arrumação. Fui bem espanada e colocada em meu lugar de costume.

10 de outubro:

Fui usada pela Angélica. Ela estava escrevendo uma carta à sua amiga, cujo irmão faleceu e procurava um versículo apropriado. Como ela demorou para achar!

30 de novembro:

Arrumação da casa. Outra vez espanada e colocada no meu lugar para um longo descanso.

8 de dezembro:

Domingo da Bíblia. Meu dono levou-me à Igreja. Ouvi coisas lindas a meu respeito. Não posso entender como sabem dizer coisas maravilhosas sobre mim, e ainda me deixaram esquecida.

16 de dezembro:

O Pastor veio visitar o meu dono que está doente. Fui usada por ele por alguns instantes.

20 de dezembro:

A casa está sendo preparada para festejar o Natal. Bem espanada continuo no meu lugar.

03 de Janeiro:

Ano Novo Vida Nova! Diz uma Música: "Que tudo se realize no ano que vai nascendo... Meu sonho é ao menos ser lida por você neste ano.


Será semelhante a este diário o da sua Bíblia? Já imaginou se este diário fosse publicado com o teu nome?

domingo, 5 de julho de 2015

A hinologia evangélica e a teologia da vingança

 
 
 
A hinologia evangélica brasileira é muito complicada. Lamentavelmente boa parte dos nossos compositores não possuem uma boa teologia, o que contribui para o aparecimento de canções absolutamente antagônicas ao ensino das Escrituras. Um claro exemplo disso são as músicas cujo conteúdo incentivam o ódio e a vingança pessoal.

Veja por exemplo a canção "Sabor de mel" protagonizada pela cantora Damares: “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na bênção vão se arrepender. Vai estar entre a plateia e você no palco, Vai olhar e ver Jesus brilhando em você” 

Um outro exemplo é uma música da Rose Nascimento que sistematicamente tem sido entoada em boa parte das igrejas evangélicas do Brasil:

“Não se deixe ser levado pela voz do opressor. Ele só sabe acusar. Não se renda porque ele já perdeu  Agora é a sua vez de humilhar” 

Como é que é? Sua vez de humilhar? É isso mesmo? Quem te viu passar pela prova e não te ajudou vai se arrepender? Será que é isso mesmo que eu li?

Caro leitor, o reformador Martinho Lutero acreditava que a música é um excelente instrumento de divulgação de boa teologia, todavia, o que vemos em nosso país são composições desprovidas de boa doutrina, o que muitas das vezes faz com que a Igreja Tupiniquim cante conceitos completamente opostos a doutrina dos apóstolos.

Pois é, participar de alguns cultos é um verdadeiro desafio, isto porque as canções entoadas em nossos cultos são absolutamente desprovidas de graça. Infelizmente  numa liturgia preponderantemente hedonista, este tipo de evangélico é extravagante, quer de volta o que é seu, necessita de restituição, determina a prosperidade e  anseia por vingança.

Prezado amigo, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.

Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a uma adoração cristocêntrica extirpando das nossas liturgias esse louvor inconsequente que em nada contribui para o engrandecimento do nome do Senhor.

Soli Deo Gloria!


Renato Vargens
 
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